segunda-feira

MINHA INCAPACIDADE DE LIDAR COM AS PESSOAS



Acabei de chegar em casa depois de passar três dias fora. Sabe, me sinto estranho ao pisar novamente aqui. As pessoas me olham como se eu fosse um ser estranho, como se não pertencesse mais a esse mundo. Desde pequeno nunca tive muita vontade de viver em bando. Claro gosto de ter a companhia de pessoas que eu gosto, dos meus amigos, eu gosto disso. Mas eu sou um cara que preza muito mais a solidão. Adoro ficar em casa sozinho, ouvindo música, curtindo a minha companhia. Sei lá, uma esquizofrenia talvez, mas é o meu jeito. As pessoas se assombram sempre que conto minha fórmula da felicidade: ter o meu canto, com a minha energia, ter o meu emprego, ter meus pequenos luxos como ir ao cinema, comprar um livro e fazer uma viagem no fim do ano. Ou seja, coisas extremamente possíveis. E para isso eu não preciso desfrutar da companhia de ninguém. Posso muito bem fazer tudo isso sozinho. Por quê que eu sou assim? Freud explica. Sempre fui uma pessoa que se apega muito fácil aos outros. Me apegava aos meus amigos com uma facilidade impressionante. E o tempo (ou o destino, chamem como quiser) sempre dava um jeito de afastá-los de mim. Eu, bobo como sempre, demorei até perceber que essa é a máxima dos amigos na nossa vida: eles vem e vão, aproveite os enquanto ainda estão do seu lado. Hoje em dia aprendi (será?) A lidar com essas perdas. Desfruto ao máximo a companhia dos meus amigos. Sempre com esse medo, esse temor de perdê-los na primeira esquina. Mas mesmo assim vou em frente e tento manter essa amizade ao máximo. Gosto muito de conhecer pessoas, é um dos meus passatempos favoritos.


Chuva agora, quem sou eu no meio da névoa?

Quero se livre...
Meu sonho? Tomar um banho de chuva...














A chuva cai em cântaros nessa cidade estranha na qual me encontro. Uma chuva densa que tem por finalidade lavar toda a sujeira que permanece oculta pelas sombras da noite ou pelas cinzas do dia. Penso que talvez eu devesse me colocar debaixo dessas águas abençoadas para que minha alma fosse purificada, para que meu corpo permanecesse isento da maldade desse mundo cão. Contemplo com um olhar perdido os rostos tristes e sem esperança dos milhares que passam por mim diariamente no seu frenesi incontrolável. Todos temem algo, ou alguém. Todos buscam alguma coisa, ou alguém. Algo que os transforme em seres realizados. Meu olhar vazio percorre vielas, becos vazios e ruas povoadas de gente. Meus passos me levam adiante sem que eu possa me dar conta de para onde estou seguindo. É como se uma força dentro de mim se manifestasse, uma força que eu não conhecia. O frio que se instala em mim quando abro a janela do ônibus vazio, me trás à lembrança de quando era criança, e que todos os meus problemas se resolviam cobrindo a cabeça com o lençol da cama. Observo a paisagem ao meu redor. É um misto de loucura com desejo, uma fórmula que eu jamais saberia explicar. Assim é essa cidade. Um lugar que me desafia a todo instante. Dotada de uma força descomunal, essa cidade tem a capacidade de testar todos os meus limites. Nela chego ao topo ainda desejando ir mais além. Organizo os pensamentos que vem em alta velocidade na minha cabeça. Uma esquizofrenia se apossa do meu ser, e no minuto seguinte decido que já não sou eu mesmo. Sou qualquer, eu sou de qualquer lugar. Eu sou do mundo, sou o quem o mundo quiser que eu seja. Eu sou uma fera que corre contra o vento buscando o prazer de estar liberta. Eu sou a fúria nos olhos dos guerreiros que por aqui passaram anos atrás. Eu sou o ciúme que percorre as veias do amante, eu sou o desejo que corrói os jovens enamorados, eu sou a raiva de um coração desprezado, a desilusão que mutila o sonho daqueles que não conseguem ir além das dificuldades que encontram pelo caminho. Num súbito lance de lucidez retorno para minha realidade cotidiana, onde sou esse ser que todos vêm, mas que ninguém consegue decifrar, que mantêm dentro de si um mundo que pulsa, vibra e sofre. Carne, sangue e coração.


Na solidão encontro todas as forças que necessito para sobreviver nesse mundo...

terça-feira

VIAJANDO POR ENTRE NUVENS E FORMAS

*texto escrito coletivamente por Thiago Ribeiro, Priscila Pimentel, Amanda Shapovalov, Maurício Almeida, Juliana Paixão e Liliane Pires, na escola de teatro da UFBA.
                             NUMA TARDE DE SEGUNDA FEIRA AO QUASE POR DO SOL JUCA E BRUNO OLHARAM AO MESMO TEMPO PARA O CÉU. DA FRONDOSA E ENCORPADA ÁRVORE ONDE ESTAVAM, EXAMINAVAM O CÉU ATENTAMENTE A PROCURA DA NUVEM MAIS BONITA QUE EXISTISSE. E LÁ, NO CÉU, ENTRE BICHOS E OUTRAS FORMAS VIAJARAM NUMA VELOCIDADE QUE SÓ SE ATINGE QUANDO SE USA TODO O PODER DA SUA IMAGINAÇÃO, IMAGINAÇÃO ESSA QUE SÓ AS CRIANÇAS POSSUEM EM VASTA QUANTIDADE.

                OS MENINOS NEM VIAM O TEMPO PASSAR, DE TÃO ENTRETIDOS QUE ESTAVAM. APONTAVAM EXCITADOS PARA O CÉU SEMPRE QUE VIAM SURGIR POR ENTRE AS NUVENS UMA FORMA DIFERENTE. UM COELHO, UM CAVALO, UM VELHO, UM MENINO; ERA UMA IMAGEM SE FORMANDO ATRAS DA OUTRA, IMAGENS VAGAS, IGUAIS AS MEMORIAS SOLTAS DAS  SUAS VIDAS. SUBITAMENTE, BRUNO PAROU DE CONTEMPLAR O CÉU E VIROU SE PARA JUCA DIZENDO COM A CARA SÉRIA:
- Você já percebeu que o mundo não gira mais?
- AH! Ra-ra-ra; o mundo ta girando você é que não percebeu! – respondeu Juca, certo de que eras mais esperto que o irmão.
BRUNO NÃO SE DEU POR VENCIDO:
- Digo que não, veja bem! Você lembra-se de quando podíamos voar?
JUCA FICOU PENSATIVO. NÃO SÓ LEMBRAVA-SE DE QUANDO PODIA VOAR COMO TINHA CERTEZA DE QUE PODERIA FAZÊ LO DE NOVO SE ASSIM QUISESSE. CONCENTROU SUA ENERGIA NAQUELA IDEIA E COMEÇOU A FLUTUAR EM DIREÇÃO AO CÉU, AINDA QUE SEU CORPO NÃO TIVESSE SAÍDO DA COPA DA ÁRVORE.
OLHOU PRA BRUNO E DISSE:
- VEM!
E BRUNO O SEGUIU, SEM NEM PERGUNTAR PRA ONDE. VOAVAM POR ENTRE AS NUVENS. NESSA LONGA VIAGEM TENTAVAM APRISIONAR NUMA PEQUENA GAIOLA IMAGINÁRIA PEDAÇOS DE NUVENS, NUVENS ESSAS QUE FUGIAM AMEDRONTADAS. EM DADO MOMENTO, NUM PROVIDENCIAL GOLPE DE SORTE um dos meninos agarrou uma enorme barra de chocolate que por ali passava. Sua alegria se dissipou ao perceber que aquele sonho doce lhe escapava pelas mãos.
DECIDIRAM ENTÃO VOLTAR PARA A TERRA E NUM PISCAR DE OLHOS ESTAVAM NOVAMENTE NO QUINTAL DA CASA DO AVÔ, NA VELHA GOIABEIRA. A ÁRVORE QUE OS ACOLHIA EM TODAS AS SUAS AVENTURAS.
- Vamos fazer uma casinha na árvore ? – PERGUNTOU JUCA.
- Seria bem legal! Podíamos até pescar no riachinho que passa aqui perto. Hum! Adoro camarão! – RESPONDEU BRUNO.
E PUSERAM SE A PENSAR E TRAÇAR OS PLANOS DA CONSTRUÇÃO DA NOVA MORADA. SERIA FORTE, RESISTIRIA A TROVÕES E TEMPESTADES, SERIA O ESCONDERIJO PARA ESCONDER TESOUROS ROUBADOS DE PIRATAS, SERIA O CASTELO QUE HOSPEDARIA REIS E RAINHAS QUE POR ALI PASSASSEM. OU NA MENOR DAS HIPÓTESES, SERIA ONDE SE ESCONDERIAM CASO MAIS UMA VEZ JUCA QUEBRASSE A JANELA DO VIZINHO COM UMA PEDRA DO SEU ESTILINGUE.
SUBITAMENTE, JUCA PERGUNTOU:
– Bruno você lembra quando tínhamos que trabalhar?
– Era cansativo!... Agora é muito melhor.
– É! Sou mais feliz agora também.
– Agora é que é bom. Não temos preocupações. Comemos algodão-doce, maçã do amor, brincamos com carrinho de rolimã, sete pedras, picula, elástico, nossa! Que maravilha! Deu vontade de descer da árvore, reunir a galera e brincar até cansar! – concordou Juca.

- Tu se lembra de quando a gente pegava maçã pra comer aqui escondido da minha tia?
- Lembro pouco... Acho que tô perdendo a memória da minha infância.

Juca fica de frente para Bruno, que faz cara de decepção. Juca olha algumas folhas de jornal no chão, se abaixa, pega uma folha de jornal, amassa ela toda até formar uma bola, olhando para a bola de jornal amassado ele estende o braço para Bruno..

- Veja! Agora você lembra? – diz sorrindo para o irmão. – O mundo é que nem essa folha de jornal, a gente pode dar a forma que a agente quiser.
EMPOLGADO, BRUNO JÁ IA RESPONDER QUANDO PAROU ASSUSTADO.
- Você está ouvindo? – PERGUNTOU BRUNO
- O que? – DISSE JUCA
- Uma voz, JUCA.
-PARECE QUE É... A árvore que tá falando...
E num misto de excitação e medo pararam para ouvir o que a velha árvore dizia:
...E o tempo será infinito. E vocês poderão transcender. E as brincadeiras irão fazer vocês viajarem por diferentes paisagens. Mas, apenas tenham cuidado com uma coisa: o mau-humor. Ele poderá fazê-los retornar ao início da viagem, ou então, ir para o mundo das sombras.

Juca, já mais seguro de si, respondeu:
- Ah, Dona Árvore, se os pensamentos ruins vierem, é só apagar com borracha.
As pessoas começaram de repente a rejuvenescer? Ou os espelhos já não refletiam apenas o exterior? A questão é que as perguntas já nem eram tão importantes, pois a vontade de correr para rua e bolar novas brincadeiras e remodelar as antigas, sempre numa nova algazarra, superava qualquer outro desejo. Sorrisos garantidos, rugas perdidas e dias seguidos... Dias atípicos passaram a ser os que o Sol resolvia seguir seu velho caminho de iluminar e apagar, e permanecia cá e lá, e fazia mais horas de luz e brincadeira.
-              Bruno, para onde vamos?
-              Depois do lanche?
-              Não, Bruno! Para onde vamos todos nós? Para onde vão as horas? Que faremos no futuro?
-              Ah, Juca, não sei... Sei que inventar faz parte do futuro e passado de todos nós. Vamos seguir fazendo o novo, e rindo com ele.
-              E você ainda chora, Bruno?
-              Sim... E nesses dias fico pesado como nuvem de abril. E despenco em lágrimas e chovo muito... Dissipo e recomeço!

DESEJO... DESEJO MAIS QUE UM SIMPLES DESEJO!


Desejo muito mais que a felicidade para ti.
Desejo que um dia você possa olhar para trás, e mais do que se arrepender do que não fez, possa se orgulhar do que fez.
Desejo que você não se perca pelas estradas. Desejo que você encontre o caminho certo.
Desejo que numa tarde de chuva você possa pintar um quadro ou assar um bolo.
Que você deixa de achar que tudo o que pensaras são bobagens. A maioria das coisas bonitas que lemos por aí foram um dia taxadas de bobagens...
Desejo que você não tenha medo de enfrentar as barreiras que surgirem...
Desejo que você destrua as barreiras, e caso não consiga, contorna-as....
Desejo que você seja além do que você desejava anos atrás.
Desejo que você volte a desejar o que já não desejava mais.
Desejo que você ame.
Desejo que você me ame.

segunda-feira



02:45 DA MADRUGADA, LIGO PC EM BUSCA DE ALGUÉM QUE ESTEJA ONLINE. LOGO PERCEBO QUE NÃO TEM NINGUÉM. NINGUÉM PRA CONVERSAR. LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO QUE EU TENHO 214 AMIGOS NA MINHA LISTA DE CONTATOS, A SITUAÇÃO ESTAVA FEIA PRO MEU LADO. LÁ FORA UMA CHUVA TORRENCIAL CAÍA NUMA FÚRIA AVASSALADORA.

JÁ CONTEI AQUI QUE EU MORO SOZINHO. JÁ ME ACOSTUMEI COM ISSO. NA VERDADE EU ATÉ GOSTO É BOM SER SÓ EU ÀS VEZES. MAS NEM SEMPRE ISSO É TÃO POSITIVO. NESSE DIA POR EXEMPLO, FOI PÉSSIMO. MEU DIA NÃO TINHA SIDO MUITO BOM, PROBLEMAS NA FACULDADE, PERDI UM POSSIVEL EMPREGO E PRA COMPLETAR, CHEGO EM CASA E SOU RECEBIDO COM UMA PUTA BRONCA DA SÍNDICA (SEI QUE É CLICHÊ, MAS A SÍNDICA DO MEU PRÉDIO ME ODEIA!) POR NÃO TER COMPARECIDO NA REUNIÃO NA SEMANA ANTERIOR.

ENFIM, DE QUALQUER FORMA EU TINHA ACORDADO COM TODOS OS PÉS ESQUERDOS DO MUNDO, TANTO QUE NÃO TIVE O MENOR ÂNIMO PARA SAIR NO FIM DE SEMANA. AH É, ESQUECI DE CONTAR QUE ERA UMA SEXTA FEIRA (ISSO EXPLICA TALVEZ A AUSÊNCIA DE PESSOAS NO MSN). E SEXTA FEIRA EM SALVADOR É PRATICAMENTE CARNAVAL FORA DE ÉPOCA: FESTA EM TODO LUGAR. MAS EU NÃO ESTAVA NA VIBE.

ENFIM, COMO EU DIZIA, LIGUEI O MSN EM BUSCA DE ALGUÉM E NADA! PUTO DA VIDA RESOLVI ENTRAR NUMA SALA DE BATE PAPO. DEPOIS DE RECEBER UMAS 3333333 MENSAGENS COM TEOR SEXUAL, ENCONTREI UMA GALERA DISPOSTA A TECLAR SÓ POR CURTIÇÃO MESMO, SEM SACANAGEM,
FIQUEI ATÉ AMANHECER O DIA CONVERSANDO COM ELES SOBRE OS MAIS DIVERSOS ASSUNTOS, FOI IMPRESSIONANTE COMO EU ME DISTRAÍ COM AQUELAS PESSOAS QUE EU NÃO CONHECIA, QUE NUNCA TINHA VISTO, QUE NEM SABIA COMO ERAM SEUS ROSTOS. UMA COISA LOUCA.

DEPOIS QUE DESLIGUEI O PC E ANTES DE ADORMECER NO SOFÁ DA SALA FIQUEI PENSANDO COMO O MUNDO É LOUCO. ÀS VEZES QUANDO A GENTE PROCURA O QUE ESTÁ DO LADO ELE NUNCA ESTÁ DISPONÍVEL PRA GENTE, MAS DE ONDE A GENTE NEM ESPERA VEM A SOLUÇÃO DO PROBLEMA QUE NOS AFLIGE. E MEU PROBLEMA NAQUELE DIA ERA UMA SOLIDÃO IMENSA. MAS DE QUALQUER FORMA FIZ MAIS QUATRO AMIGOS QUE SALVARAM MEU DIA, OU MELHOR, MINHA MADRUGADA. A PROPÓSITO, TERMINO ESSE POST AGORA POR QUE TENHO UM ENCONTRO VIRTUAL COM ELES. TCHAU E ATÉ A PRÓXIMA GALERA! FUUUUUI!!



terça-feira


VERSOS DE CAPITU




TINHA EU POR VOLTA DE DOZE ANOS QUANDO PASSEI A ME INTERESSA PELOS ATRIBUTOS DO SER FEMININO. AQUELA CRIATURA QUE SE DESENHAVA PERANTE OS MEUS OLHOS ERA DIGNA DE UMA PINTURA DIVINA. ERA COMO SE TODOS OS MEUS SONHOS TIVESSEM SIDO TRADUZIDOS EM TOTAL ESPLENDOR. ASSIM ERA CAPITU, A NOIVA QUE SEMPRE DESEJEI MAS QUE NÃO SOUBERA EM PALAVRAS DESCREVER. QUANDO BRINCÁVAMOS EM CRIANÇA, ERA COMO SE EU FOSSE SEU IRMÃO MAIS NOVO, EMBORA FÔSSEMOS SEMELHANTES EM IDADE. CAPITU DOMINAVA MINHAS AÇÕES COM UMA FACILIDADE INEXPLICÁVEL. ERA COMO SE, PERTO DELA, TODAS AS MINHA VONTADES FOSSEM MEROS ARROUBOS DE RAPAZOTE. MANTINHA SOBRE MIM UM FASCÍNIO, UM ENCANTAMENTO QUE EU JULGAVA EXISTENTE APENAS EM HISTÓRIAS E FÁBULAS PARA CRIANÇAS PEQUENAS. O ÁPICE DO MEU ENCANTAMENTO OCORREU QUANDO ME PEGUEI A FAZER VERSOS ENCOSTADO NO CANTO DO MURO


terça-feira


Uma musiquinha pros momentos felizes...

Processo Criativo Teatro na Educação III: Deslocamento descoberta des aumentado

Processo Criativo Teatro na Educação III: Deslocamento descoberta des aumentado: " Ó ela aí de novo Adivinhem quem é? ' Vixe Maria ', ..."

Entre formigas, viagens e pirlimpimpim.

Junte um grupo de crianças mal crescidas, uma vontade intensa de aprender e o brincar que se apresenta de diversas formas. Essa receita resulta na criação de pequenos espetáculos cênicos, que semanalmente são apresentados pelo Módulo III de Licenciatura. Começo esse texto chamando esses jovens educandos de crianças, por quê é assim que eu os vejo. Caçamos incansáveis formigas em seu ininterrupto caminhar durante uma segunda feira de sol ameno. O interlocutor aqui presente também teve seu momento de observação, mantendo com a intrépida formiga uma relação um tanto quanto exótica. Selma, a formiga observada por este que vos fala, tinha o estranho hábito de querer se comunicar com outros seres. Principalmente aqueles estranhos que, grandes como imensas hastes de girassóis, passavam por seu formigueiro a todo instante, por vezes destruindo pequenas reservas de gravetos que por horas foram arrumadas pelas incansáveis criaturas.

Não há de ser preciso ser grande filósofo ou um homem de grande prestígio acadêmico para perceber que Selam sofria com o descaso das suas semelhantes. Ressentia-se por não poder se comunicar com aqueles seres que tanto admirava. E nos seus devaneios de jovem saúva, perdia-se a imaginar o que faria caso um dia um humano parasse para ouvir uma das suas conversas. Naquela segunda feira, quando notou se observada por aquele humano de cabelos enormes, pôs se a andar em círculos. Queria que ele entendesse o que ela dizia. Ele, ao contrário, parecia observar sem nenhum interesse mais amoroso o que ela fazia. Anotava as ações de Selma, com um desinteresse que ofendia a moral da pobre formiga, que indignada, mordeu-lhe a ponta do pé seguiu seu caminho. Saiu a buscar uma criança, dessas que ainda entendem a língua das saúvas.

UMA VIAGEM... VÁRIOS DESTINOS

Uma mochila é capaz de levar em seu interior um mundo. Um mundo pertencente àquele que a carrega. Ou não. Aquela mochila era minha. Era do menino que um dia eu fui. Da criança que eu acho que ainda vive dentro de mim. Cada parte da minha vida se encontra representada naqueles objetos. Insisto em forçar a memória para que os menores detalhes não se apaguem, já que sabemos que o Diabo mora nos detalhes.  Eu sou oriundo de uma cidade pequena. De uma cidade pequena, mas com uma alma enorme, dessas almas que de tão grande conseguem carregar dentro de si uma alma em forma de algodão doce.  Dessas cidades que trazem a poesia estampada em cada rosto.  Aquele menino que viajava com o tio para algum lugar que não sabemos onde, ele levou um pedaço de mim. Na verdade vou um pouco mais longe: ele é um pedaço de mim. Cest fini.

UM POUCO DE PÓ: DO PÓ VIEMOS, AO PÓ VOLTAREMOS (?).

Olhei pra Lorena com olhos interrogativos. Sua resposta foi pegar um pouco de pó e passar em si mesma, como se me encorajando a fazer o mesmo. Perdi o medo e fui adiante, passando aquele pó em seu corpo. Já não era mais a farinha de trigo da aula de montagem didática. Era uma areia fina, areia de deserto, areia que queima a pele, que corta, areia que machuca. Areia. Pura e simplesmente areia. Ao som de Coldplay, fechei os olhos e me entreguei àquela aula. Gostei mesmo. Foi muito bom, consegui um nível de interação com Lorena em poucos minutos, o que não é tão comum.  Sai todo sujo, mas feliz. Faria tudo de novo. Momentos depois inverti os papéis. Fui observar o grupo seguinte. Detive-me em Isis, Cleidenara e Dominique. Detalhe: acompanhei a cena dos três como se estivesse numa sessão de cinema. Os três pareciam crianças, livres ao brincar com o pó. Surgiu uma pequena dramaturgia, que contagiou os espectadores. Eles também se jogaram no trabalho. Estavam absortos. Essa foi particularmente minha aula favorita. Foi muito bom improvisar, me fechar na sala escura e fria (sala 5) e transformar aquele pó em poesia.

O GRAMOFONE

A aula mais recente de montagem didática foi à aula do Gramofone. Inspirados por um texto de Manoel de Barros trabalhamos em grupo, na construção subjetiva de um vovô, de uma árvore, de um gramofone. Não foi fácil. Fizemos a improvisação, mas pela primeira vez não me senti à vontade, aliás, não consegui ver beleza naquele trabalho. Sou um pouco doido, costumo ver poesia onde não há, ou pode ser até que seja o oposto, pode ser que eu veja poesia onde mais ninguém ver. Como essa segunda opção é muito narcisista fico com a primeira. Mas eu não consegui ver a poesia daquela improvisação. No outro dia, a surpresa: as fotos da apresentação me surpreenderam. A poesia estava ali, naquelas imagens, super presentes. Eu não senti a poesia, mas eu era parte dela.


AS COISAS ESTÃO PASSANDO MAIS DEPRESSA....





As coisas estão passando mais depressa
O ponteiro marca 120
O tempo diminui
As árvores passam como vultos
A vida passa, o tempo passa
Estou a 130
As imagens se confundem
Estou fugindo de mim mesmo
Fugindo do passado, do meu mundo assombrado
De tristeza, de incerteza
Estou a 140
Fugindo de você
Eu vou voando pela vida sem querer chegar
Nada vai mudar meu rumo nem me fazer voltar
Vivo, fugindo, sem destino algum
Sigo caminhos que me levam a lugar nenhum
O ponteiro marca 150
Tudo passa ainda mais depressa
O amor, a felicidade
O vento afasta uma lágrima
Que começa a rolar no meu rosto
Estou a 160
Vou acender os faróis, já é noite
Agora são as luzes que passam por mim
Sinto um vazio imenso
Estou só na escuridão
A 180
Estou fugindo de você
Eu vou sem saber pra onde nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim
O ponteiro agora marca 190
Por um momento tive a sensação
De ver você a meu lado
O banco está vazio
Estou só a 200 por hora
Vou parar de pensar em você
Pra prestar atenção na estrada
Vou sem saber pra onde nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes, às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim
Eu vou, vou voando pela vida
Sem querer chegar

quinta-feira


PARIS, 1453

Tudo começou com o fim. É estranho pensar isso, já que irremediavelmente as coisas tendem a começar pelo início. Mas nesse caso, o fim é o início mais propício. As sensações vieram à tona, numa imensa fúria, como que provocadas por um soco no estômago. Uma ânsia fez com que as coisas ao redor se mostrassem com maior clareza. A meia luz naquela ante-sala obscura fazia com que o atordoamento se estendesse ao longo dos minutos. Olhou para sua frente e a única coisa que pôde distinguir naquele ambiente opaco, foi o vulto de uma cama, onde uma figura envolvida pelo breu jazia inerte.
            Forçou os olhos o máximo que pôde, numa vã tentativa de distinguir uma forma, um molde, alguma coisa que distinguisse e determinasse a espécie do alvo de observação. Mas mesmo esforçando-se ao extremo, não conseguiu grandes progressos. Só então se lembrou de olhar para si e pôde então perceber o estado lastimável no qual se encontrava. Suas vestes contrastavam com a sua pele alva. Sujas e rasgadas, os panos que lhe cobriam o corpo pareciam querer se libertar e deixá-lo ao bel prazer do que sucederia depois.
            Levou a mão ao rosto num gesto desesperado. A garganta seca, os olhos ardendo, a pele enrugada. Abaixou as mãos e voltou a se concentrar na cama. Olhou ao redor e certificou-se estar só. A penumbra em que estava, tornava-se pouco a pouco menos opaca. Pensou em se levantar da cadeira onde se encontrava, mas foi impedido por um pensamento, pelo receio de estar preso aquela cadeira. Sem ter coragem suficiente para se desprender de onde estava, achou melhor clamar por ajuda. Puxou o ar dos pulmões e tentou gritar por alguém, porém, nenhum som saiu de seus lábios.
            O desespero começou a tomar conta daquele indivíduo. O medo paralisou-lhe os pensamentos, e as ações, mesmo aquelas mais simples, lhe pareceram naquele momento impossíveis de serem realizadas. Tentou recordar como viera parar ali, onde estivera mais cedo. Mas era como se uma nuvem cinza lhe encobrisse os pensamentos.
            Pensou em pedir ajuda ao desconhecido da cama. Mas como fazer para atrair a atenção do outro, que jazia distante, sem que nenhum som ou movimento dele saísse? Reunindo às últimas forças que lhe restavam, decidiu por levantar e ir de encontro ao outro,
Um misto de felicidade e alívio se deu ao perceber que seus membros inferiores lhe obedeciam. Lentamente começou sua caminhada em direção à cama.
            No curto trajeto observou o ambiente lúgubre no qual se encontrava. Imagens sacras espalhadas pelo recinto davam ao lugar uma aura mística e mórbida. Um velho baú de carvalho encontrava-se aberto num canto. Roupas em total desalinho estavam espalhadas pelo chão, como que a denunciar a presença de um ser em fuga. Da janela semi aberta, vinha uma brisa suave, mas fria, que mexia as cortinas de seda branca, dando a impressão de que havia alguém a brincar por entre elas.
            Voltou a olhar para a cama. Estava mais perto agora. Já podia distinguir as formas de um homem. Pensou em parar e evitar um confronto com alguém que ele sequer conhecia, mas a curiosidade lhe impeliu a ir em frente, e mesmo sem estar por todo certo do que queria, continuou a andar.  Agora estava a poços passos do seu alvo. Caminhou o mais lento possível, preocupado com a reação do outro, que se mantinha impassível. Finalmente, chegou ao lado do enfermo, que jazia coberto da cabeça aos pés. Suas mãos automaticamente se dirigiram  às cobertas e de supetão, o rosto do homem surgiu.
            Atordoado com a revelação, ele voltou para o lugar de onde saíra, desesperado, escondendo o rosto com as mãos, numa tentativa vã de apagar da memória o que acabara de testemunhar. Precisava apagar de sua memória, seu próprio rosto desfalecido, vencido pela peste.

quarta-feira

1º POST DE 2011!

Bom. Quase todo mundo que eu conheço tem o hábito de fazer listinha todo final de ano, com o intuito de melhorar no ano que vai entrar e não voltar a cometer pequenos delitos como, por exemplo, comer aquele décimo quinto brigadeiro na festa de aniversário daquela sobrinha espinhuda que provavelmente levou duas horas para entrar no vestido ou recusar terminantemente aquele suéter roxo de algodão da sua sogra, a qual você finge gostar, sendo que o único motivo para isso é a herança polpuda da véia e por que o estatuto do idoso te persegue até a terceira geração se você der um peteleco na véia.

Esse ano ( 2010) eu fiz uma listinha também. Acabei de me dar conta de que quase tudo o que eu pedi aos astros e estrelas no último Reveillon foi-me concedido. Inclusive estar dominando as minhas faculdades mentais (há controvérsias, injustas, mas elas existem) foi uma das dádivas concedidas por Andrômeda. Fazendo um balanço do ano que se vai, acho que a soma de tudo, dividido pelos excessos, subtraindo o bruto vivenciado, enfim, vou parar por que sempre fui péssimo de matemática, mas voltando ao assunto, esse ano foi 60% positivo para mim.

No lado profissional tive experiências bacanas. Fiz uma mostra muito bacana, chamada Eles Só Usam Black Tie, a qual elejo como a minha melhor atuação no ano. Tive umas boas experiências também, como a participação que eu fiz nA Quadrilha. Mas Black Tie foi uma lavada na minha alma e no meu ego.

Depois disso eu me afastei um pouco da Escola de Teatro, algo que me arrependo profundamente. Aliás, abro aqui um parêntese para comentar a hipocrisia que algumas pessoas têm de dizer que não se arrependem de nada que fizeram e sim, que se arrependem do que não fizeram. Tá, você pode sim se arrepender de não ter feito algumas coisas, mas daí a dizer que, se pudesse voltar no tempo cometeria as mesmas cagadas de novo é o mesmo que assinar um atestado de burrice. Afinal já diz o ditado: errar uma vez é humano, duas é burrice. Isso eu concordo plenamente. Se vivêssemos felizes e sem arrependimentos seríamos máquinas, robôs.

Bom, voltando ao que eu dizia, me arrependi muito em 2010, e um dos meus arrependimentos foi ter me afastado dos meus amigos da Escola de Teatro. Claro que eu enfrentei um momento seríssimo de auto conhecimento, que me afez abdicar de coisas bacanas. Me senti extremamente sozinho, mas de uma maneira muito negativa, quando nada tava bom pra mim. O tempo que eu dei nos meus projetos foi bom naquele momento, mas agora, eu olhando pra trás, talvez não tivesse sido a melhor coisa que eu tenha feito. Aprendi aquilo que eu já ouvi trocentas vezes: você pode fugir de tudo e de todos, mas você não pode fugir de si mesmo. Enfrentar os problemas de frente não é fácil. Mas a gente sempre tem que tentar.

Outra coisa que eu aprendi em 2010 foi que eu não posso JAMAIS me anular pelos outros. Sabe aquilo de abdicar das coisas boas que a vida te propõe para embarcar na aventura de outras pessoas? Pois então. É Por isso que eu curto a solidão. Por que isso de você depender de alguém é muito foda. Você dá a essa pessoa o direito de controlar tua vida.

Eu tenho uma péssima relação com contratos. Eu faço e gosto de fazer aquilo que me dá prazer, sobretudo na questão profissional. Gosto de me sentir livre para criar. Detesto rotina por exemplo. Por isso não dou certo com pessoas controladoras. eu prezo antes de tudo a liberdade, sobretudo a minha.

Esse foi um ano de mudanças. Mudei de casa (já morei em tanta casa que nem me lembro maaaaais...), sofri com vestígios do amor do verão passado e aprendi que gostar de alguém é muito melhor quando esse gostar é recíproco, o que não quer dizer que vou deixar de gostar sem ser devidamente gostado. Aprendi a lidar com minhas potencialidades e com meus defeitos. Descobri que você agrada a uns e desagrada a outros sempre. Por isso, a consciência está mais relax.

No campo sentimental, uma big supresa: uma relação séria pintou na minha área. Tenho até medo disso. Eu me conheço. Eu sei que quando a coisa fica séria, eu perco o tesão numa velocidade impressionante. Mas como quem morre de véspera é peru, deixo de me preocupar por antecipação. Mas tudo não deixou de ser uma surpresa.

Propostas para o ano que se inicia:

* Trabalhar mais. Atuar em mais coisas além das mostras da faculdade. Enfim, me mostrar ao mundo.

* Me dedicar mais a minha licenciatura, que, supõe-se, vai me sustentar daqui a um tempinho.

* Transpor minha idéias para a fora da minha cabeça, afinal, eu não vou ganhar o Oscar deixando os roteiros na minha cabeça. Telepatia está longe da realidade humana.

* Escrever mais aqui, o que aliás, foi uma grande desafio, já que já criei inúmeros blogs e nenhum sobreviveu até hoje.

Enfim, espero que 2011 seja tão pulsante quanto esse ano que se vai.

E pra mim, desejo:

MERDAAAAAAAAA!

sexta-feira

parabéns para mim...

ontem eu completei a singela idade de vinte anos.

Duas décadas. e nem parece. juro que não parece. pareço ter no máximo 17! (Risos)

Mas agora falando sério.

Quando olho pra trás e faço um balanço da minha vida, e vejo por quanta coisa eu passei, fico feliz em saber que tudo o que eu passei serviu para construir esse ser humano que hoje aqui se encontra.


Olhando para trás nessas duas décadas de vida, relembro as pessoas e os fatos que me marcaram. Que me fizeram ser quem eu sou hoje.

Melhorei em alguns aspectos, piorei em outros, mas com toda a certeza, não sou a mesma pessoa que eu era há algum tempo. Putz. Mas que grande novidade eu estou dizendo. Ninguém é  a mesma pessoa. Eu não sou mais o mesmo que ontem.

Tanta gente que eu conheci e que preferia não ter conhecido. Tanta gente que eu perdi de conhecer melhor, pessoas as quais eu poderia ter me dedicado mais.

Tanta coisa...

Mas tudo bem. Na vida a gente não pode ter tudo (infelizmente!).

Me arrependo de tanta coisa... As pessoas geralmente têm um discurso pronto de "só me arrependo do que não fiz" mas isso é mentira... Frase feita que não tem efeito.

Todos nós nos arrependemos de x coisas. Só que nem todos têm a coragem de assumir que se pudessem voltar no tempo, mudariam boa parte do que fizeram. Eu faria tudo (ou uma boa parte) diferente.


Ainda ontem eu completei dezoito anos. Esses dezenove então, passaram que nem poeira. Nem vi direito. E agora estou eu na casa dos vinte.

Acho que está na hora deu me dedicarrealmente para construir alguma coisa nessa vida. Senão ela passa e aí babau! De repente tudo o que a gente viveu ou tinha pra viver some! Desaparece! E aí já era.

Tenho medo de chegar aos trinta sem conseguir caminhar com as minhas próprias pernas. Tenho que batalhar pra isso.

mas por enquanto... vou tentando melhorar no dia a dia.

Inté...

 

 

quinta-feira


Eu não sei o que eu quero da minha vida. na verdade eu não sei nem se vou estar vivo amanhã. O que eu sei desse mundo?
Nada. Nada. Eu as vezes acho que eu sou isso. Um nada. Um nada no meio de tantos tudos.
Eu sou resultado das minhas ações, do meus pensamentos. Eu sou um mix do que na verdade sou e do que poderia ser.
Eu sou assim. Eu não acredito na felicidade, mas procuro por ela.
Eu não acho graça na vida, mas vivo como se a graça existisse em cada coisa que faço.
Ando por essas ruas cinzentas buscando algo que nem eu mesmo sei o que é...
Busco reinventar os meus atos e construir os meus passos todos os dias.
Acredito na possibilidade da impossibilidade de viver algo maior. Não saber o que fazer amanhã é uma das coisas que mais me atormentam.
Não saber o que fazer todas as manhãs assim que eu acordo não é definitivamente o que eu quero para o
resto dos meus dias.
Meu mundo é repleto de imagens indefinidas.
De pontas soltas. 
De nada.

terça-feira

Argh! Estou doente!! Depois de um giro de 180 graus eu fiquei metralhado... Isso foi no ensaio de ontem, Segunda Feira. Achei de lanchar antes do ensaio e aí, deu no que deu.
Pra completar eu esqueci que domingo eu vou ensaiar o dia todo (!). Esqueci mesmo. Velho, faz um mês e meio que eu não sei o que é acordar um domingo em casa! Juro! Todo fim de semana acontece alguma coisa e eu tenho que dormir aqui no Centro. Parece macumba! Hahahaha!
Nesse último por exemplo, foi aniversário de Drika, e eu claro, não poderia faltar. Foi bom pra caralho! Adorei. Fora que eu pude trocar umas idéias de futuros projetos com meu querido Felipe Ferreira. Foi um fim de semana produtivo. Produtivíssimo.

A galera no níver de Drika
 Ah! Esqueci! Vou ser o operador de som da Luzes de Narciso no espetáculo A QUADRILHA. E dia 16 de outubro (doze dias antes do meu aniversário) eu encarno Joaquim, numa substituição ao meu querido Eduardo Matos, que infelizmente estará impossibilitado nesse dia. Por isso, tenho uma caralhada de texto pra decorar.

sábado

Sábado, 01:11 da manhã, e eu estou aqui no Centro Cultural vendo Adriana bater em Felipe.

Mas estou feliz!! Suuuuuuuper feliz! A vida de vez em quando nos prega umas surpresas que, sinceramente não esperamos... e agora estou desfrutrando de uma surpresa MARAVILHOSA... É, parece que dessa vez meu desejo foi atendido... Graças a deus... Ah! o Festival de Teatro foi o máximo, cansei pra caramba, foi trabalhoso, mas compensou. Quando acabou a premiação na segunda dia 06, eu desabei. Velho, eu caí! Literalmente. 

Mas foi muito bom, foi gostoso pra caramba(!!!). Aprendi muito nesse processo, me estressei pra caramba, mas eu faria tudo de novo.

E meu processo de aula no Centro Cultural está cada vez melhor. A turma de terça e quinta está numa vibe maravilhosa e espero conseguir isso com a galera de segunda e quartaEstou crescendo cada vez mais no meu processo pedagógico. E ter meus alunos instigados e inspirados me ajuda cada vez mais.  

O pessoal da Luzes de Narciso ganhou o prêmio de Melhor Espetáculo com Voto Popular!! (Uhuu!!) Que bom! Coroou o Festival com chave de ouro.

Vou parar por aqui com a apromessa de voltar a escrever em breve!! Fuuuuuuuuuui!!
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