segunda-feira

As Divertidas Confusões de Tempos Modernos



Fiquei muito feliz com a notícia de que Bosco Brasil escreveria a nova novela das sete. Vindo do teatro, com algumas passagens pela tv, como parceiro de Sílvio de Abreu em “As Filhas Da Mãe” em 2001 e co-autor junto com Cristiane Friedmann em Bicho do Mato, na Record em 2006, Bosco é um autor dinâmico e inteligente, a prova disso está em Tempos Modernos, que estreou há menos de um mês. A novela tem uma trama ágil e criativa, personagens que beiram o caricato e a maioria de seus atores são pouco conhecidos do grande público.

Começando por seus protagonistas jovens, achei muito repetitiva a dobradinha de Fernanda Vasconcellos e Thiago Rodrigues, apesar disso ser muito comum nos tempos áureos das telenovelas, vide Tarcísio e Glória, Yoná Magalhães e Carlos Alberto e entre outros. Thiago continua repetitivo na sua interpretação, enquanto Fernanda está acima do tom, over.

Nunca fui grande fã de Antônio Fagundes, mas agora, com o Leal, eu consegui ter um pouco de simpatia pelo ator. Apesar de parecer estar vendo Juvenal Antena (Duas Caras, 2007), Leal proporciona momentos cômicos numa dobradinha com computador Frank. Eliane Giardini está ótima como a dançarina Hélia, mãe do protagonista Zeca. E como vilã jovem, temos Priscila Fantin, que me dá a impressão novamente de estar em 2007, dessa vez, assistindo Sete Pecados. Nara é quase uma versão 2010 da Beatriz. Mas acredito que com o tempo Priscila possa dosar sua interpretação e fazer da Nara uma vilã divertida e detestável.


Nos coadjuvantes tenho Leonardo Medeiros, na pele do roqueiro Ramón, que foi abandonado pela mulher, a cantora de ópera Ditta, vivida por Alessandra Maestrini. Leonardo é outro que parece estar despejando o texto. As gírias usadas pelo personagem chegam a soar ridículas, por que ele parece estar pouco à vontade com o papel. Alessandra ainda não mostrou a que veio. Otávio Augusto vem repetindo o seu personagem Chuchu, de Três Irmãs (2008). O mesmo com Otávio Muller. Regiane Alves está over, já Vivianne Pasmanter está ótima como a Regeane.

Eu consegui entender as ironias do vilão Albano (Guilherme Weber). Tem um texto muito inteligente em que Bosco critica as mazelas do Brasil. Mas Guilherme ainda precisa encontrar o tom. Mas, competente como ele é, logo logo ele chega lá. Seu par porém, Deodora, de Grazzi Massafera, está uma decepção. Robótica e muito clichê, Deodora mais parece uma caricatura de vilã. Uma Flora (A Favorita, 2009) em versão infantil. Outros estão indo bem: João Baldasserini, Mallu Galli, Pascoal da Conceição, Cláudia Missura, Edmilson Barros, Débora Duarte e Felipe Camargo. Espero que com o tempo, os personagens mostrem a que vieram e a história realmente pegue fogo!

Curtindo New York!


Semana passada, embalado pela estréia de Gossip Girl na tv aberta, no SBT, resolvi ler o livro que deu origem à serie. Gossip Girl: As Delícias da Fofoca é uma obra que trata da realidade de jovens ricos e sem limites da sociedade americana. Sua série literária não para de dar frutos. Tem até agora, nada menos do que doze sequências. Me apaixonei pela história e seus personagens. Já estou no terceiro livro.


Bom, mas vamos à história. Gossip Girl acompanha a trajetória de Serena van der Woodsen, jovem linda e loura, sempre envolta com festas e biritas, dinheiro jogado fora aos montes, roupas de grifes e celebridades à sua volta. Serena é a melhor amiga de Blair Waldorf, que a admira, mas não deixa de se sentir em segundo plano, já que Serena, sempre é a mais tudo: a mais bonita, a mais sexy, a mais fotogênica, a mais popular. Igualmente rica e louca para aprontar alguma, Blair é a namorada de Nate Archibald, um mauricinho que fuma maconha e não sabe o que quer vida. Para completar a turma, eis que surge Chuck Bass, Um típico filhinho de papai acostumado ter as garotas aos seus pés, é lindo como um Deus, mas não vale um euro.

A história é contada a partir da perspectiva da misteriosa Gossip Girl, que mantém um blog na internet que atualiza a alta roda sobre a vida social de Serena e seus amigos, sendo que ela não se preocupa se os dados que lhe chegam são reais ou não. O primeiro livro conta com a volta de Serena, que fora para França para estudar e quando volta se encontra de repente em meio a estranhos. Na verdade, todos têm uma história diferente sobre ela: uns dizem que foi presa, outros que foi expulsa do internato porque transou com toda a equipe de esportes, que tem um filho que está sendo criado na França, enfim, toda uma infinidade de histórias. Blair, indignada por ter sido abandonada por sua melhor amiga no momento mais difícil da sua vida (quando seu pai se assumiu gay e se separou, indo morar em Paris, tornando-a o centro da atenções graças ao escândalo), tornou-se a rainha da escola, coisa que, ela sempre quis ser. Virgem, almeja sua primeira noite com Nate no dia do seu aniversário. O que ela não sabe é que Nate já perdeu a virgindade. E com Serena. Mas ela acaba descobrindo, e é justamente quando Serena volta. Cabeças vão rolar.

Junte a isso mais um punhado de personagens, como Dan, um cara viciado em cafeína apaixonado por Serena, Vanessa, melhor amiga de Dan, apaixonada por ele, e que sonha em ser cineasta, Jenny, irmã de Dan, apaixonada por Nate, entre outros. Lendo, mergulhei no universo que todos queremos pertencer. A alta roda nova-iorquina com direito a muito champagne, grifes, celebridades, e claro, muita fofoca.

All the Single Ladies!


O Brasil está eufórico. A cantora do momento e musa do hip hop Beyoncé está aqui. Fez shows em Sampa, no Rio, em Floripa e depois virá para Salvador. E eu tô aqui, triste, porque não poderei ir. O ingresso custa 180 reais a pista! E pra uma pessoa que anda a pé por não ter R$ 2,30 pra andar de ônibus, esse ingresso é uma facada, um estupro.

Ah! Queria tanto ir. Mas fazer o quê? Nem sempre o que a gente quer é o que é bom pra gente... Mas buááááááá! Eu queria ir!! Não, e o pior é que em qualquer lugar que eu olhe, nos jornais, revistas, na rádio, outdoors, em tudo o que é lugar lá está ela,linda e glamourosa. Sabe quando você está fugindo de uma coisa e parece que a coisa está te perseguindo? Estou assim. Fugindo da diva.

Deixa eu contar um “causo”. Como eu já disse aqui, eu gosto muito de fazer amizades. Mas de vez em quando, eu bato o olho em alguem e crio uma implicância com o dito cujo. E essa semana aconteceu isso. Uma criatura que agora faz parte do meu círculo social, me fez um comentário ultra arrogante sobre este blog. Tudo bem que eu posso não ser um Arnaldo Jabor da vida (bem que eu queria ser!), mas eu também não sou nenhum idiota burro que não tenha a capacidade de articular meia dúzia de palavras.

A criatura teve o desplante de me perguntar se eu achava que alguém ia deixar de ler o blog do Arnaldo Jabor para ler os meus textos. Santa paciência. Mas a parte que me deu mais raiva, foi o fato de que eu não consegui responder à altura. Que ódio de mim! Mas eu devia! Me pegou de surpresa e eu fiquei feito um abestalhado embasbacado. A partir daí já não quero ter nenhuma relação fraternal com esta persona non grata. Engraçado que quando eu entrei na Cia Terra Brasilis para fazer Escombros, eu me dei bem com particularmente todo mundo. E agora no início desse novo processo, eu bato de frente com alguém. Eu mereço!

Sabe aquele ditado “dou um boi pra não entrar numa briga e uma boiada pra não sair dela”? Pois vai ser assim minha relação com o “dito” a partir de agora. Como tenho que ser profissional e não posso me dar ao luxo de recusar trabalhar com ele, posso simplesmente me manter no direito de ignorá-lo, ou no máximo, ser muuuuuuuito falso (risos). Eu me divirto muito com isso. Amor com amor se paga. E veneno também. Sério. Muito engraçado minha relação com meus rivais. Chega a ser como uma injeção de ânimo para continuar freqüentando o curso de teatro. Adoro uma boa competição, uma boa rivalidade. Assim também aconteceu na faculdade. Humpf. Daqui a alguns dias minha folga acaba. Vou voltar para o serpentário (risos). Eu e minha síndrome de vilão da Malhação.

Mas é isso. Vou continuar na minha vidinha de sempre pra ver se acontece algo de novo. Ah! Estou viciado na série Gossip Girl, agora em exibição pelo SBT. É massa. Logo de cara baixei dez dos treze livros na qual a série é baseada. Mas isso é assunto para o próximo post. Bye bye.

"Quando se confia na própria capacidade, jamais se olha um inimigo como concorrente, esse é o espírito da liderança, pois a vida não consiste em ter boas cartas na mão e sim em jogar bem as que se tem." (John Galbraith)

quarta-feira

Lembranças do Passado: Minhas Crônicas Escolares!

Hoje é um domingo como todos os outros. Passei o dia trancado no quarto ouvindo música e assistindo. Assisti a minissérie “Maysa – Quando Fala o Coração”. E fiquei ouvindo “É o Amor”, na voz abençoada de Maria Bethânia, enquanto me entregava aos meus devaneios. Li “ A Outra Face”, de Sidney Sheldon, o qual devolverei à biblioteca, juntamente com “O Vampiro Lestat”, que por sinal, pulei trechos enoooooomes que eram pedantes demais.


Enquanto revezava minha trilha musical, optando ora por Maria Bethânia ora Cássia Eller (com a belíssima “O Segundo Sol” do poeta Nando Reis) pensava nos meus amigos de infância. Imaginava onde estaria cada um deles naquela momento. O que estariam fazendo. Sabe, eu tenho uma mania muito louca que eu ponho em prática quando estou no ônibus. Eu tenho o costume de observar os prédios de Salvador e imaginar que tipo de pessoa mora em cada janelinha daquelas, se têm namorado(a), se saem para se distrair, o que pensam da política, do mundo, do aquecimento global, da vida!

E hoje eu imaginei como estariam meus (ex) amigos de infância. Na primeira escola que eu estudei, fiz um amigo que era como um irmão para mim, o que não é novidade já que, embora anti social eu me afeiçoou muito fácil às pessoas com quem pego amizade. Infelizmente, ou acredite se quiser, eu esqueci o nome desse meu amigo. Só me restaram lembranças vagas, flashes para ser mais exato. Me lembro do irmão dele que ia buscá-lo de bicicleta e então nos despedíamos prometendo um ao outro assistir ao episódio do dia de “Cavaleiros do Zoodíaco” desenho pelo qual éramos fanáticos, não perdíamos um episódio. Enfim, mudei de escola, mudei de ares e perdi o contato com meu amigo. Hoje ele não passa de uma vaga lembrança. Infelizmente.

O ARCO ÍRIS

Na minha segunda escola, o Colégio Arco Íris, fiz amizade com Érica. É interessante, por que nossa amizade começou pelo contrário. Tivemos uma briga feia na porta da escola. O caso é o seguinte. Birrento como eu era, arranjei briga logo nos primeiros dias de aula. Não me lembro o motivo. Só lembro que Érica e eu chegamos as vias de fato na frente da escola com todos os alunos em volta gritando. Depois desse incidente, viramos amigos,inclusive voltávamos pra casa juntos, já que morávamos na mesma rua.

Danilo foi quem me ensinou tudo sobre a diferença entre meninos e meninas. Falo no sentido sexual da coisa. Ele me dava aulas teóricas sobre sexo, como um grande entendido do assunto, que era como ele posava e eu acreditava que fosse. Tempos depois descobri que ele era meu primo de 2º grau. Pois bem. Danilo foi meu melhor amigo nos três anos em que passei nessa escola. Fazíamos trabalhos em dupla, brincávamos no recreio, enfim, melhores amigos mesmo. Pelos menos da minha parte.

Danilo tinha o péssimo hábito de roubar meus brinquedos, depois fazia aquela cara de santo e dizia: Thi, você sabe que eu não peguei né? Deve ter sido fulano! E eu (inocente ou idiota?) acreditava piamente no pilantrinha. E assim foram nos meus três anos na Escola Arco Íris. Lá conheci Michelle e Dayane, das quais falarei mais a frente. Tirando esses, não tive contato com mais ninguém que valha a pena. Quer dizer, tem mais um. Matheus.

Tenho a impressão de que Mateus já era nerd desde o útero da mãe. Branquinho e com uma voz meio fanhosa, ele era a inocência (e a safadeza com o passar dos anos!) em forma de garoto. Fanático por desenhos japoneses, o famoso POKÉMON era um desses, era um excelente aluno. Íamos à missa de quinta feira juntos. Em Esplanada era costume a missa de quinta feira ser especial, a missa das crianças. Porém, apesar de dar-nos muito bem, nós éramos (somos ainda) de realidades sociais diferentes, que eram claramente visíveis e me incomodavam. E muito. Exerci com Matheus o que Danilo fazia comigo: roubava seus brinquedos! (Risos) Na verdade pegava de volta, já que eu dava meus DIGIMONS, outro desenho japonês, para ele, que era insistente até dizer chega, e depois, quando eu me arrependia, sempre pegava de volta de uma maneira não convencional. Hoje eu acho graça, mas no fundo me arrependo pois acho que ele sabia disso e talvez por isso tenha se afastado de mim. Deve estar estudando em alguma mega faculdade por aí. Seja feliz Têu!!

Esqueci de dizer que Matheus tem uma prima, Priscila, que estudou comigo e que quase esqueci de mencionar. Priscila foi meu primeiro amor. Sério. Nos três anos que passei estudando com ela eu era caidaço por aquela garota sardentinha com uma voz doce e com jeitinho meio paty! Mas eu adorava! Era minha paixão secreta, nem Danilo sabia. Priscila cresceu e ficou mais bonita. Eu superei minha decepção amorosa (seria a primeira de muitas) e me tornei apenas um admirador da sua pessoa. Hoje ela é minha amiga de orkut e vez ou outra trocamos scraps. Foi uma paixão que eu curti. Arrasou meu coração infantil, mas foi legal.

No Arco Íris tive as minhas primeiras experiências negativas em relação a minha posição social. Minha mãe trabalha como empregada doméstica, a qual aliás, eu tenho muito orgulho, por que foi com esse emprego que minha mãe me criou e me sustentou e me ajuda até hoje. Mas enfim, por não ter a mesma disponibilidade financeira dos meus amiguinhos, várias vezes eu fui excluído do convívio. Eu me achava o pior dos garotos, sem parar pra pensar que eu tinha os mesmos valores que eles, por que eu podia não ter dinheiro, mas era inteligente, e era um artista, coisa que nenhum deles é (pelo menos não que eu saiba). Eu tinha um colega de classe que constantemente me chacoteava e me hostilizava. Ele se achava o último biscoito do pacote por ser filho do prefeito. Nos odiávamos, e eu desejava secretamente que o pai dele perdesse as eleições para que ele tirasse aquele sorrisinho prepotente do rosto. Um ano depois isso aconteceu, mas não tive, infelizmente, o prazer de ver a cara do dito cujo. Hoje não sei o que ele faz da vida, se não estou enganado, parece que é faculdade de Direito. Pelo histórico de criança, espero que não seja um profissional corrupto. (Veneno).

O ACM

Quando eu terminei a terceira série, após ter enfrentado uma puta recuperação, à qual inclusive eu tirei 9,5, feito que eu jamais tornaria a repetir, fui transferido, com muita dor no coração, de escola. Odiei. No começo. Comecei a quarta série no Colégio Municipal Dr Antônio Carlos Magalhães (ACM). Lá reencontrei Danilo que fora transferido também, para o terror da minha mãe, que o considerava uma péssima influência para mim. O ano 2000 foi um ano de mudanças. Conheci novos colegas e fiz outras amizades. Meu primeiro amigo foi Maílson, fanático por motos e velocidade. Também fiz amizade com Rafael, que estudou comigo até eu me formar em 2007.

Em 2001 eu conheci aquele que seria meu amigo mais valioso. Magno começou a estudar comigo na quinta série. Fizemos amizade logo. Fugíamos várias vezes no final da aula para jogar vídeo-game, fato que resultava em broncas e surras em casa, mas eu adorava, e invariavelmente, levava meu amigo para o mal caminho. Danilo nessa época tinha ido embora para São Paulo e eu já nem me importei muito, devido a uma ruptura na nossa amizade, talvez pelo fato de estarmos em escolas diferentes ou por estarmos crescendo, não sei o por que! Magno foi meu colega de classe até a sétima série, em 2003. Nesse ano eu passei por momentos difíceis. Graças ao péssimo relacionamento que tinha (e mantenho até hoje) com o meu padrasto, passei uma temporada morando na casa dele, juntamente com seu irmão, Henrique, dono de uma academia. Devo a ele todos os momentos de alegria que passei em meio aquele turbilhão que foi o ano de 2003. Hoje Magno continua em Esplanada e eu espero que surjam oportunidades bacanas para ele, pois ele merece.

Depois que Magno foi embora em 2004, eu fiquei sem amigos, Rafael só vivia a me sacanear e eu não queria uma amigo assim. Nessa época eu era o cdf da sala, apesar de ser péssimo em matérias de exatas. Apesar de tudo, passei direto para o segundo grau. Ia para um novo colégio.



O SAN MARINO

O Colégio Estadual Frei Gregório de San Marino era uma escola que eu detestava, até hoje não gosto de lá, tive experiências horríveis, mas também foi essa escola que me proporcionou reencontrar Dayane, Michelle, e Maílson (que tinha saído do ACM em 2004). Primeiramente me uni a Michelle. Eu estava trabalhando no quisque do pai dela, então a aproximação era óbvia. Éramos um grupinho: Erivaldo, Janaína, Michelle e eu. Colávamos juntos, ríamos dos outros juntos, enfim, era uma farra. Pelo menos no meu primeiro ano no San Marino (2005) foi assim. Depois, por motivos que não vêm ao caso, eu me afastei de Michelle, que não se revelou uma pessoa muito ética. Eu errei, ela errou, erramos todos. Nossa amizade, hoje eu digo com veemência, graças a Deus acabou!

Janaína era muito divertida. Muito mesmo. Me mijava de rir com as loucuras que ela dizia e com suas peripécias sexuais. Era uma louca. Nos abandonou no meio de 2006 para estudar à noite pois seu pai morrera e ela tinha que colaborar nas despesas da casa. Depois parou de estudar por que engravidou.

Erivaldo é um capítulo à parte. Ele é da mesma igreja do meu antigo vizinho. Conheci ele lá. Me espantei com a sagacidade daquele menininho mirradinho que dizia ter a mesma idade que eu. Duvidei. Na semana seguinte ele me trouxe a prova: uma prova sua da escola, mostrando que realmente ele estudava na sétima série e que tinha a minha idade (ele, aliás, é mais velho que eu um mês!). Mal sabíamos que dali a dois anos estaríamos estudando juntos. Foi uma das melhores coisas que o San Marino me trouxe. Eri é muito inteligente, uma super computador ambulante, saca tudo de informática, é um dos melhores atores cômicos com quem eu já contracenei, é um show de stand up comedy ambulante. Costumava passar os domingos na minha casa, onde desfrutávamos de um dia agradável rindo com as loucuras dele. Egocêntrico até dizer chega, aliás, o ditado “a modéstia é para os medíocres” cai como uma luva para ele. Eri é um cara com um potencial gigante, maior até que o meu, e que eu espero sinceramente que chegue lá. E ele vai chegar eu sei. Talento e competência não lhe faltam. É hoje, meu melhor amigo e a pessoa que eu mais confio!

Logo quando entrei no San Marino, a Rainha da Escola era Dayane Dórea. Estudei com Day no Arco Íris. Aliás, ela era um dos meus alvos e de Danilo. Nós a pirraçávamos por ela ser gordinha, isso antes do buylling (é assim que escreve?) entrar na moda, como é hoje. Pois bem, Day no ano de 2005 era a rainha do colégio. Popular, era amada ou odiada. Quase sempre os dois. Sabe axé, que o povo esculhamba mas se acaba dançando? Assim era Dayane. Amada ou odiada, nunca ignorada. E isso não passou desapercebido para nós, Eri e eu, calouros que adorávamos uma boa rixa e um bom desafio. Logo instaurou-se uma divisão de grupos, bem no estilo Malhação sabe? Claro que nós, a turminha do barulho éramos os mocinhos, e Day e seu séquito (Arlene e Franciele, a qual apelidamos de Escrava Isaura por fazer tudo o que a sinhá, ops, amiga mandava) eram as vilãs terríveis. Competíamos em tudo: melhores notas, melhores trabalhos, melhores redações, melhores conclusões e etc. Isso no nosso primeiro ano. No segundo, quando eu já estava decepcionado com a amizade de Michelle, me aproximei de Day. Devo admitir (e ela vai me matar por isso) que no início era por interesse. Sabia que se continuasse no fundão perderia de ano. E Day, sendo ultra cdf e excelente aluna e filha da biônica Fátima Dórea, a professora mais inteligente que eu já conheci, era perfeita para me ajudar a melhorar minhas notas e meu conceito junto com os professores. Porém meu plano falhou. E por que? Por que Day era minha cópia de saias. Venenosa e ultra sarcástica, nós combinávamos como acarajé e pimenta. E bota pimenta nisso. Tínhamos a mesma linha de raciocínio, que por sinal, era giga venenoso e que atingia certeiro feito uma naja indiana. (Risos) Me apaixonei pela rainha da escola e me tornei seu melhor amigo (eu acho, e ai dela se disser o contrário) até nossa formatura em 2007, daí cada um seguiu seu caminho. Hoje ela é uma dedicada aluna de Educação Física na Uneb além de fazer outro curso que não me lembro na UNOPAR. É uma danada a filha da mãe. Uma diva!

Como em toda boa escola (se bem que, aqui pra nós, o San Marino não se encaixa nessa categoria) também tínhamos o nosso nerd. Quer dizer, nosso aluno modelo. Diogo é inteligentíssimo e nunca se conformava com uma nota baixa. Em tantos anos de vida escolar, eu tinha encontrado alguém que pudesse rivalizar comigo, que vinha de uma escola em que eu era o queridinho, tanto pelo meu entrosamento com os professores (puxa-saquismo mesmo), como pelas minhas habilidades artísticas. Diogo era popular na escola pela sua sabida e amplamente divulgada inteligência e pelo seu bom mocismo, fato que fazia ele ser constantemente chacoteado por Eri. Mas ele não se abalava. Amante de Renato Russo, Cazuza e um bom rock anos 70, ele era uma amigo leal e que tinha um bom papo. Com ele você podia ter uma conversa que não fosse somente sobre mulheres e sexo. Ele tem uma irmã que foi o alvo de uma paixão platônica minha por dois anos. Mas depois eu aprendi que ninguém é de ninguém, e que eu tinha que superar. Superei. Superei rindo das situações amorosas que punham o Diogo embaraçado. Ele estava constantemente apaixonado por alguma garota que não o dava bola. Eu apostava que era pelo excesso de bom mocismo dele, já que, segundo a minha já provada teoria, mulher não gosta de homem certinho, gosta é de cafajeste, embora algumas não assumam. Diogo não poderia ser cafajeste nem se quisesse. É um cara gente boa que merece tudo de bom. E ele vai conseguir tudo que almeja. Sucesso Diogo!

Fiquei no San Marino três anos e conheci muita gente bacana: Diogo, Valdicarlas, Benício, Sérgio, Janaína, Thais, Mahiara... Bom, pode parecer pequena a lista mas se eu colocar todo mundo vou estar sendo falso, já que eu não gostava de todo mundo (risos). Foram três anos difíceis, mas gratificantes no final de tudo. Mas mesmo assim, a única coisa boa que tirei de lá, foram meus amigos.

Enfim, aqui acabo meu devaneio, lembrando figuras que marcaram minha vida, Amizades são como pérolas que devem ser preservadas. Senão depois ficam que nem eu aqui agora: perdido nas lembranças! E agora, ouço no meu mp4 Pedro Bial dizer que amigos vão e vêm, mas nunca abra mão dos velhos e bons que tem!



Por Thiago Oliveira

Minhas Doces Férias...

Dia desses caí com um bolo num bueiro. Sério. Não estou falando no sentido figurado. É no sentido real mesmo. Caí com um bolo do aniversário num bueiro, numa esquina lotada de gente ao mesmo tempo em que ouvia o ataque de risos da minha madrinha, e os protestos de uma senhora (- Coitado! Ele quase se machuca e ela fica rindo!). O resultado da peripécia foi um buraco na perna que jorra sangue para todos os lados. Agora tenho que ficar sem fazer movimentos bruscos, senão já viu né? Com isso perdi o ensaio de quarta, e a aula de teatro na quinta. Não posso ir andando.

Eu não acredito no que eu vou dizer isso, mas, estou com saudade da faculdade. Das intrigas, das disputas, dos intermináveis trabalhos (ok, eu sei que aí já é um pouquinho demais, mas alguém precisa acreditar que eu gosto de, argh, resenhas, resumos e etc). Esse ano não faço idéia do que me espera. Quer dizer, sei sim: estudar, ensaiar, estudar, ensaiar. Ah! E estudar e ensaiar.

Adoro o meu trabalho. Embora não seja considerado um grande trabalho por alguns, ser ator é muito mais do que decorar textos ou vestir-se de outro modo e se denominar outra pessoa. É você se transformar em outro alguém. Emocionar. Divertir. Transportar aqueles pobres mortais a um mundo de alegrias ou emoções.

Aproveitei meu tempo livre para ler. Primeiro terminei Eclipse, de Stephanie Meyer, depois fui para o lado oposto e comecei a ler contos de Drummond. Mas já lí essa semana O Vampiro Lestat, de Anne Rice, e um do Pedro Bandeira chamado Anjo da Morte. Férias me dá a liberdade de recair na literatura. Agora vou ler A Outra Face, de Sidney Sheldon. E falta ainda os dez (!!!) volumes da série Gossip Girl. Mas pra quem já leu os quatro livros da saga Twilight, mais quatro dOs Diários do Vampiro e mais sete dAs Crônicas de Nárnia, isso vai ser fichinha!

Cara, é muita leitura. Acho que vou enlouquecer. Mas eu gosto mesmo assim. Bibliotecas me encantam. Não só pelo livros, mas pela atmosfera de cultura que paira geralmente nesse tipo de ambiente. Me chateia porém, que esses espaços são mal explorados. Adolescentes vivem em baladinhas de quinta categoria, ou usando drogas e dispensam oportunidades de aprender mais e adquirir um pouco mais de cultura. Coisa que com certeza eles precisam. Mas é isso, curtindo minhas férias lendo, assistindo tevê, ou escrevendo, assim vai caminhando minha humanidade.


Quando a Intolerância Ultrapassa os Limites.

Hoje (uma fatídica sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010) é mais um daqueles dias em que eu não deveria ter acordado. Meu dia foi pesado. Impermeado de problemas. Eu sou um ímã de gente chata e grossa. Definitivamente. Já me disseram que a gente atrai aquilo que a gente é, então nesse caso eu devo ser insuportável. Tá, eu sei que ninguém perfeito, e que todos nos temos o lado negro da força lá dentro. O problema é que devemos perceber quando estamos machucando o outro.

Durante toda a minha vida eu convivi com pessoas que fizeram eu me sentir pra baixo várias vezes. Em casa, na rua, na escola... Enfim, em vários lugares. Com o tempo eu fui aprendendo a lidar com determinadas situações e pessoas. Eu já tentei, por exemplo, ser uma pessoa mais fechada, sem me importar com ninguém, ignorando a tudo e a todos, mas eu não consegui. Esse meu excesso de bom-mocismo em relação aos meus amigos é irritante. Não consigo tratar mal alguém que me trata bem. Tento, mas não consigo.

Sabe o que eu queria? Ter o domínio total da minha vida. Ser independente financeiramente, socialmente, enfim, viver do meu modo. Eu me sinto preso numa redoma de vidro que impede que eu viva a minha vida da minha maneira. Eu não tenho a liberdade que os meus amigos têm. Eu não moro na minha casa. Eu tenho que seguir regras que não são necessariamente úteis para mim.

Sabe que, agora eu entendo por que algumas pessoas que passam por situações humilhantes quando crianças / jovens, quando crescem e se tornam poderosos, viram pessoas frias e insensíveis. É o medo de novamente serem expostos a situações que os deixem vulneráveis de novo. Pise antes que te pisem!

Minhas férias estão passando sem que eu faça nada de relevante. Hoje eu tive a prova da pior coisa do mundo: a intolerância. Ou se não é a pior, é parecida. É horrível quando se chega a um estágio em que não há diálogo entre as pessoas. Quando apenas uma fala e a outra e obrigada a se rebaixar sem poder dar sua visão dos fatos. É o monopólio do poder. O ditado “manda quem pode, obedece quem tem juízo” cai como uma luva para a minha situação. E é por isso eu tenho que crescer. Tanto profissionalmente como quanto pessoa. Eu vou crescer. E eu não vou deixar ninguém me pisar. Não de novo.

Não, meu querido amigo virtual. Eu não vou virar um psico-empresário-sangue-frio-sem-escrúpulos-e-sem-coração (embora eu confesse que seja uma idéia tentadora!). Eu só acho que eu deva mudar meu jeito. Pelo menos enquanto minha situação social independe de mim. Nessas horas eu agradeço a Deus por ser ator! Por que se tem uma coisa que eu sei fazer, é fingir. Fingir que não me importo com os olhares tortos que eu recebo, com a insatisfação da minha presença.

Cara, eu não peço que ninguém goste de mim. Só peço que me aceite. Como eu sou. Um cara sonhador (talvez seja esse o meu problema) que tem a ambição de ter uma vida melhor, que possa fazer sua arte sem problemas, da melhor forma possível. Hoje eu sinto que morreu um pedaço do Thiago. A partir de agora eu vou pesar as oportunidades que aparecem na minha frente com uma balança extremamente favorável para o meu lado. Vou deixar que tudo siga do jeito que eu quiser, e não do jeito que escolherem para mim. Esse primeiro semestre vai ser decisivo para mim. Se não acontecer nada bom o suficiente, eu volto para minha antiga vida no interior. Lá estarei em casa, com a poderosa presença materna, e sem ter que ouvir coisas que eu não preciso escutar.

É lamentável, por que terei que abdicar de coisas que eu conquistei e que já fazem parte da minha história. Meus poucos e novos amigos, minha faculdade, minha companhia teatral, meus projetos, minha vida... Parece novela mexicana (risos) mas é verdade. É ruim ter que abandonar coisas pelas quais você batalhou. Mas fazer o quê? Como diz a canção do Charlie Brown Jr ,“cada escolha é uma renúncia, isso é a vida”. Mas eu também sei que o mundo dá voltas. E numa dessas voltas eu posso estar por cima da carne seca e você que me destratou pode precisar de mim. E aí meu caro, tenha pena de você. Por que eu não terei.


“Ele se encontrava numa sala de espelhos. Cada espelho refletia um estado de espírito seu. Tristeza, alegria, raiva, amor... Ficou parado diante do espelho que reproduzia a tristeza. Viu-se de repente sem a presença dos seus. Sem pais, amigos, sem uma presença confortadora que lhe afagasse os cabelos. Mas ele tinha o poder. Forçou-se então a ir até o próximo espelho. No momento seguinte ele estava radiante, certo de que nada no mundo o afetaria. Ele podia cruzar oceanos, escalar montanhas, lutar contra qualquer um que atentasse contra ele. Ele tinha o poder. Sem se dar conta, chegou até o terceiro espelho. E lá reviu todas as situações vexaminosas as quais tinha sido submetido. Pôde identificar cada um de seus adversários, mas eles não estavam preocupados com sua presença, agora novamente pequena, miserável. Olhou para si, e mesmo naquela terrível situação pôde constatar que ainda estava lá. Ele tinha o poder. Quase que mecanicamente passou para o último espelho. E não se viu. Ou pelo menos não o jovem de agora. Viu sua mãe a amamentar-lhe, viu seu pai o ensinando a empinar pipa, seus irmãos a persegui-lo para pregar-lhe uma prenda de aniversário, viu cercado do que mais importa para um ser humano. Viu-se cercado de amor. Olhando para si, ele então compreendeu. Ele não tinha o poder. Ele era o poder. Só o amor salva.”





POR THIAGO OLIVEIRA

sábado

Amores que Machucam!

Uma hora da manhã. Uma insônia mórbida me atormenta. Hoje, uma sexta-feira, era de se esperar que eu tivesse saído para me divertir. Mas não. Tenho que ficar em casa pois não tenho permissão para sair. Que ridículo. Mas fazer o quê né? Temos que seguir regras, não importa o quão chatas elas sejam. O pior dessa insônia (fruto de uma mega cochilada na tarde de hoje) é que como não tenho o que fazer, toco a pensar besteira, a lembrar de coisas que eu julgava esquecidas ou ultrapassadas.


Hoje, especialmente, eu me lembrei das minhas relações amorosas. Não sou nenhum exemplo de beleza. A não ser que me coloquem naqueles quadros, tipo “antes e depois”. Eu seria o antes, claro. Talvez por isso eu tenha me tornado uma pessoa tímida, pelo menos em relação a esses assuntos. Me apaixono com uma velocidade impressionante. Chego a achar engraçado a minha maneira de amar. Tudo começa com um encantamento, depois passa para aquela velha sensação de tremedeira nas pernas e tudo mais. A ansiedade para que chegue logo o momento de visualizar a pessoa amada e etc. Estou sendo piegas, eu sei. Mas é a verdade.

Em 2009 eu achei que estava vacinado contra isso. Mas me enganei redondamente. Me envolvi com uma pessoa que eu achava estar num patamar a léguas de distância de mim. E realmente estava. Mas essa pessoa se dignou a se envolver comigo. Nunca chegamos a um finalmente. Parecia, para mim, aqueles namoricos de interior, que não passam de bilhetes e conversas bobas.

Pois bem, passei um tempão viciado em msn, ficava online horrores, só para ter a oportunidade de conversar com o meu “alvo”. Eu achava que aquilo realmente daria certo, afinal ela parecia estar mesmo interessada em mim. Parecia recíproco. Com isso fui me envolvendo cada vez mais, a ponto de me desconcentrar nas minhas atividades e só pensar nisso o dia todo. Achava que ia para sempre.

Mas como diz a canção cantada por Cássia Eller “o pra sempre, sempre acaba”. E é verdade. Acabou. Sabe quando você se sente um idiota, o mais idiota da face da terra? Pois foi assim que eu me senti. Eu já estava a tal ponto envolvido que me declarei. Acredita? Pois é, eu fiz a burrada de me declarar, cedo demais, tudo bem, mas eu estava apaixonado! Putz! Quando a gente está apaixonado fica realmente sem pensar direito. Achei que uma declaração facilitaria. Ledo engano. Acabou com minhas ilusões isso sim.


Essa experiência foi tão dolorosa, que fiquei destruído emocionalmente. Me descuidei dos afazeres acadêmicos e quase perdi o módulo na faculdade. Por sorte, me recuperei a tempo. Ou melhor, achei que tivesse me recuperado. Hoje, nessa insônia, me veio à tona tudo o que passei, e pude perceber que estou ainda ferido por dentro. Mas também! Quem manda eu achar que alguém nesse mundo estaria interessado em mim?

E sabe que, antigamente quando minhas amigas estavam com problemas com os namorados, ou até mesmo nas novelas, eu sempre criticava as mulheres que, apaixonadas perdoavam seus namorados (e vice versa) e esqueciam as traições, as mancadas. Eu achava aquela pessoas um bando de idiotas sentimentais que eram enrolados na maior cara de pau e não se davam conta disso.

Depois de passar por tudo o que eu contei, eu mudei completamente minha visão sobre isso. Eu estava, na cabeça, decidido a não cair na lábia do “alvo” , caso este voltasse para mim, o que eu estava louco que acontecesse, mas, claro, não aconteceu. Mas no coração, eu queria que o “alvo” estivesse perto, que dissesse que gostava de mim e que estava disposto a construir um relacionamento bacana. Mas não. Nada disso aconteceu.

Eu voltei para minha vidinha medíocre, e hoje, o “alvo” passa por mim como se nada tivesse acontecido. O que eu fico me perguntando é se ele fez isso só para me machucar ou para provar (testar) seu poder de sedução. Ambas as opções parecem terríveis e não tenho coragem de escolher nenhuma.

terça-feira

Quando a Solidão é Opcional

Há algum tempo eu vinha lendo comentários nada bacanas sobre a personagem Bella Swan, protagonista da série de livros “Twilight” (Crepúsculo). Eu achei que fosse implicância pelo fato dela ser a menina dos olhos do todo-poderoso Edward Cullen, já que o público maior da saga é composto por pré (e) adolescentes fanáticas e histéricas ao redor do planeta. Depois de um tempinho, resolvi vencer minha barreira inicial à história e fui ler os livros. Aí entendi o porque da rejeição.


Bella não é uma patricinha líder de torcida, loura, e não namora o capitão do time de futebol. É uma adolescente que não gosta de chamar a atenção para si mesma, sente-se feliz passando despercebida dentre seus colegas. Não pratica esportes, pois não tem menor jeito, não sai para festas , pois não sabe dançar, enfim, uma anti-social total. Mesmo assim ela conquistou o cara mais desejado e misterioso da escola. Por isso o público feminino passou a crucificar a personagem, afinal, como aquela garota sem sal conseguiu conquistar esse gato? É. Ser diferente é normal para mim também Bella.

Nunca gostei de festa. Multidão me faz mal. Muito mal mesmo. Já cheguei ao ponto de quase desmaiar no meio de um show! O pessoal de casa saía para todas as festas e eu ficava em casa, assistindo programas na madrugada. Todos já se acostumaram com meu jeito, o que não significa que não façam piadas do tipo “alma de velho” e etc. Nem me importo. Adoro ficar em casa sozinho lendo, assistindo tv ou simplesmente sem fazer nada.


Na faculdade já me apelidaram de anti social. O pior é que eu tenho que me desviar dos convites para festinhas e etc mentindo, tudo para mão ferir os sentimentos de ninguém. Não que eu me importe! Ah, sinceramente, eu não faço a menor questão que ninguém goste de mim. A pessoa mais importante já gosta: EU! Isso não quer dizer que eu queira que passem todos a me odiar, mas eu só queria um pouco mais de respeito ao MEU jeito de ser. Ninguém é obrigado a curtir festa, furdunço, vuco vuco. Uma confraternizaçãozinha com os amigos de vez em quando ainda vai. Mas sempre... não é pra mim! Acho que eu nunca vou me casar (não que eu queira!) por que eu sou muito chato. Não sei conviver socialmente. Definitivamente.

sexta-feira

O Medo Da Não Aceitação



Hoje eu me peguei pensando o quanto a opinião dos outros influencia nas nossas ações e decisões. Geralmente quando eu chego num lugar, procuro observar todas as pessoas, o que estão fazendo, sobre o quê conversam, enfim, o que está rolando no lugar. Talvez isso seja influência dos astros. Como bom escorpiano que sou, gosto de saber em que terreno estou pisando. Então, quando eu chego espero sempre a aceitação dos outros. Sei que é uma coisa difícil, por que nem sempre recebemos do próximo aquilo que desejamos. Nem sempre o que nos convém é o que é necessário ou condiz com a realidade.




Eu fico em pânico por que um espirro fora de hora é interpretado por mim de um jeito não auspicioso. Acho logo que aquela pessoa me odeia. Mas com o tempo aprendi que as pessoas têm maneiras diferentes de se relacionar e que algumas precisam de um tempo maior para se abrir e fazer amizades. Gosto de fazer amizades. Aliás, um dos maiores prazeres da minha vida é conhecer gente nova. Sei lá, mesmo que aquela pessoa não se torne meu amigo, o prazer de conhecer alguém, é uma coisa fascinante.



Lembro que quando eu fui para I Conferência Nacional de Juventude, que aconteceu em Brasília, em abril de 2008, ficava de mesa em mesa na hora das refeições dizendo: - Oi, eu sou o Thiago, Sou da Bahia! E ficava feito um besta falando, enquanto as pessoas ficavam se entreolhando, e com certeza pensando: - Quem é esse louco?

E eu lá, falando, falando, até ficar sozinho na mesa. Foi uma experiência ótima. Juro. Talvez seja esse meu narcisismo de ficar falando só de mim o tempo todo. Mas é que quando eu começo a falar de arte, cinema, literatura, eu me perco.



Mas em compensação, às vezes eu encontro alguém tão apaixonado por arte quanto eu e aí... é amizade na certa. Gosto de gente que tem papo. Que tem o que conversar. Algo que vá além da novela das oito (que por sinal eu adoro!) ou o Big Brother. Mas enfim, me deu vontade de escrever sobre isso para mostrar o quanto uma impressão errada pode influenciar a vida das pessoas. Moral da história: a primeira impressão nem sempre é a que conta.


segunda-feira

[Minha Numerologia]

Adoro numerologia. Sou do signo de Escorpião, o qual eu adoro. No horóscopo chinês sou de Cavalo, o signo da inteligencia e da criatividade. Hoje fiz a numerologia do meu nome e deu o seguinte:

Resultados para


"Thiago Oliveira"

Os números e a sua vida:

O cálculo e a interpretação dos números pessoais proporcionam o auto-conhecimento e, consequentemente, a melhor utilização dos potenciais de cada um. Além disso, permite a compreensão das ações e reações, bem como dos períodos da vida, e respectivos desafios e realizações. Através das qualidades dos números sabemos o que nos estimula, a maneira como os outros nos vêem e o que viemos fazer e aprender nessa vida. Entendendo as vibrações numéricas, entramos em contato com nossa força superior e em harmonia com as forças do Universo, o que nos leva à evolução espiritual. Todos os números têm características positivas e negativas, vibrações harmônicas ou conflitantes. Tudo depende de quem está sob influência destas vibrações.



A partir do nome, chega-se a três elementos: Ambição, Personalidade e Expressão.

Elemento Ambição:


A Ambição (ou Alma) representa o "eu verdadeiro", a "essência", aquilo que impulsiona, o motivo pelo qual se está neste mundo, os seus objetivos e anseios.



O seu número de Ambição: 1

Realizar coisas, assim como de encorajar, aconselhar e orientar outras pessoas.



Elemento Personalidade:

A Personalidade (ou Aparência) representa o modo de se relacionar com o mundo. Indica como os outros te enxergam. É o seu cartão de visita.



O seu número de Personalidade: 6

Extrovertida, simpática, exerce grande atração, afecto e diplomacia. Mas é conservadora em suas ideias e pontos de vista. E idealista e romântica.



Elemento Expressão:

A Expressão (ou o destino) indica o caminho a seguir, a sua missão na vida, aquilo que você veio expressar..



O seu número de Expressão: 7

'Vendo' através das coisas, capaz de chegar a uma realidade espiritual e não se adaptar facilmente ao corre-corre do mundo moderno. Deve escolher com bastante cuidado pessoas amigas e amantes, sem exigir perfeição, pois poderá ficar sozinho.







O seu número é o 7!!!




Aparentemente fria e calculista a pessoa de personalidade 7 é na verdade super exigente com ela mesma e com o próximo. Procura sempre executar suas tarefas de forma impecável. Geralmente solitária, ela se isola e precisa de muito tempo para realmente se entregar a qualquer tipo de relacionamento pois prefere este isolamento.

  • Positivo: Espiritualidade, Introspecção, Profundidade, Perfeccionismo, Controle da Mente;


  • Negativo: Solidão, Pobreza, Exigência excessiva, Auto-Crítica, Reclusão

quinta-feira

Balada do amor através das idades - Carlos Drummond de Andrade

Eu te gosto, você me gosta




desde tempos imemoriais.


Eu era grego, você troiana,


troiana mas não Helena.


Saí do cavalo de pau


para matar meu irmão.


Matei, brigamos, morremos.













Virei soldado romano,


perseguidor de cristãos.


Na porta da catatumba


encontrei-te novamente.


Mas quando vi você nua


caída na areia do circo


e o leão que vinha vindo,


dei um pulo desesperado


e o leão comeu nós dois.







Depois fui pirata mouro,


flagelo da Tripolitânia.


Toquei fogo na fragata


onde você se escondia


da fúria do meu bergantim.


Mas quando ia te pegar


e te fazer minha escrava,


você fez o sinal da cruz


e rasgou o peito a punhal…


Me suicidei também.






Depois (tempos mais amenos)



fui cortesão de Versailles,



espirituoso e devasso.



Você cismou de ser freira…



Pulei muro de convento



mas complicações políticas



nos levaram à guilhotina.





Hoje sou moço moderno,


remo, pulo, danço, boxo,


tenho dinheiro no banco.


Você é uma loura notável,


boxa, dança, pula, rema.


Seu pai é que não faz gosto.


Mas depois de mil peripécias,


eu, herói da Paramount,


te abraço, beijo e casamos.

E 2009 está indo... E Que Venha 2010!!

Estamos finalmente no último dia do ano. 2009 passou como uma flecha. Esse ano foi muito auspicioso (como diriam os indianos!) para mim. Espero que 2010 siga assim, completando a trilogia de anos legais para este que vos escreve.
Entrei na faculdade. Desejei ter saído da faculdade. Me mudei para Salvador. Desejei ir embora de Salvador, Enfim, tive milhares de opções. Umas eu usei, de outras eu abusei. Mas de uma coisa eu tenho certeza: esse ano eu VIVI!
Vivi de descobertas!!! Descobri o TWITTER! Descobri como é bom ter BLOG!!
Enfim! Minha vida digital cresceu! Descobri que na vida você tem que se adaptar às diversas condições indesejáveis que surgem... Eu ainda estou aprendendo...
Fiz amigos para sempre e conheci pessoas que não quis (?), mas enfim, entre mortos, feridos e trucidados, EU ME SALVEI! Também dei o braço a torcer e virei fã (mas controlado) de Twilight. Conheci The Vampire Diaries (do qual sou um fã descontrolado!) e finalizei As Crônicas de Nárnia (os sete volumes!). Entrei na Cia Terra Brasilis e estreei em Salvador no teatro. Embora não tenha sido tão bom quanto 2008, 2009 vai ficar na lembrança como o ano de mudanças!!

Do Começo ao Fim - Um turbilhão de emoções.


Fui ao cinema no último fim de semana assistir Do Começo Ao Fim, de Aluísio Abranches. Eu conheci o filme numa comunidade do orkut, assisti o trailler e esperei ansiosamente a estréia nos cinemas. É um daqueles filmes que fazem você parar pra pensar na sua vida. Conta a história de Francisco e Tomáz, meio irmãos que vivem uma história de amor. Aesar de tratar de temas polêmicos, como incesto e homossexualismo, a narrativa leve imposta pelo diretor faz com que você se emocione facilmente. Um dos grandes trunfos de Aluísio, foi mostrar a relação dos irmãos desde a infância.Tomaz (Rafael Cardoso) é vivido na infância pelo ultra carismático Gabriel Kauffman, que emocionou o país como o filho de Nanda (Fernanda Vasconcellos), e neto da megera Marta (Lília Cabral), em Páginas da Vida (2006). E Francisco é interpretado por Lucas Cotrim, que teve passagens por novelas da Record, como Alta Estação (2006) e Amor e Intrigas (2007). A química entre os dois garotos é perefeita, e faz o telespectador se deliciar com aquele sentimento tão puro entre os dois irmãos.
Júlia Lemmertz interpreta Julieta, a mãe dos meninos. Casada com Alexandre (Fábio Assunção, finalmente fazendo um personagem que me agrada!), pai de Tomáz, ela começa a perceber a intimidade excessiva dos filhos, o que preocupa também seu ex marido Pedro (Jean-Pierre Noher), que vive na Argentina, seu país natal.
Depois da morte de Julieta, os irmãos assumem o relacionamento, que passa por uma provação, quando Tomás é convidado pra treinar na Rússia. Além de todo o preconceito já existente, eles terão que enfrentar a distância.
Do Começo Ao Fim me fez sair do cinema com a vontade de encontrar um amor assim, sabe? Um amor puro, intenso, que me faça seguir em frente... Amar!! Vou assistir de novo!!

sexta-feira

Divulgadas as atrações do Festival de Verão Salvador 2010!

Divulgadas na última semana as atrações do Festival de Verão de Salvador!

Dentre as atrações confirmadas estão Ivete Sangalo (Claro!), Nx Zero, Claudia Leitte, Daniela Mercury, A Zorra, Paralamas do Sucesso, Banda Eva, Asa de Águia, Caetano Veloso e ao rapper americano Akon.

Eis a grade oficial:

QUARTA:  NX Zero,  Jorge e Mateus,  Chiclete com Banana,  Jammil  e Parangolé

QUINTA:  Banda Eva, Paralamas do Sucesso, Ivete Sangalo,  Aviões do Forró e Marcelo D2

SEXTA:  Carlinhos Brown / Daniela Mercury, Caetano Veloso,  Asa de Águia,  Charlie Brown Jr., Victor e Léo e A Zorra

SÁBADO:  Tomate, Claudia Leitte, Akon, Revelação, Psirico

A Surpresa de Cinquentinha!



Fiquei tenso e esperando o piior de Cinquentinha, a nova série que a Globo anunciava desde o  início do ano. O entra e sai no elenco foi assustador e todos os dias tínhamos mais uma baixa na trama de Aguinaldo Silva. Não sou muito fã do estilo de Aguinaldo. Curti Senhora do Destino (2004), mas a minha trama favorita dele é Porto dos Milagres (2001/2002), que foi inspirado na obra de um dos meus mestres literários: Jorge Amado. Pois então, com um elenco encabeçado por Marília Pêra, Susana Vieira, Renata Sorrah e Marília Gabriela, eu já esperava um coisa quente! E realmente esquentou... nos bastidores. Fiquei triste com a saída da Marília, e acho que ela faz grande falta sim, ao elenco.




Fico imaginando suas peripécias na pele da destrambelhada Rejane, que acabou caindo nas mãos da não menos competete Betty Lago, que diga-se de passagem, está ótima. Rejane foi o personagem que mais rendeu escalações. O papel foi escrito por Aguinaldo Silva para Renata Sorrah, que declinou, ninguém sabe o por quê. Depois, pasou para Marília, que também não durou muito. Foi oferecido então à Bruna Lombardi, que também não aceitou, caindo então nas mãos de Betty.





Susana Vieira está ótima na versão fictícia de si mesma. Lara Romero é engraçadíssima, até nas cenas em que abusa e ofende a filha Celita (Thaís de Campos, de volta à TV após Duas Caras). Suas cenas com a jornalista Eliete Queiroz (Paola Crosara) são divertidíssimas e ela está dando conta do recado. A personagem está leve, agradável, apesar de toda sua arrogância.




Outra grata surpresa é Mariana, de Marília Gabriela. Gabi já se mostrou uma atriz competente fazendo personagens mais dramáticas como a Josefa, de Senhora do Destino (2003), a Celitta, de JK (2006), a Guigui, de Duas Caras (2007). Agora tem feito da Mariana uma das melhores personagens da série. Engraçada, seu romance com o amigo do neto rende cenas hilárias, como ontem, ao ficar nua no portão de casa, para suprir um fetiche do garoto. Sua parceria com Ângela Vieira também é um dos pontos altos da personagem.





Agora estou esperando a entrada da quarta cinquentinha, Leonor Berganti, vivida pela Maria Padilha, outra que volta à Tv, depois de uma participação em Paraíso Tropical (2007). Leonor, que aparentemente vive bem, vai descobrir, após a morte do marido, que a família está falida, e, adivinhem? Volta ao Brasil para disputar a herança com as outras três esposas de Daniel, já que também teve um filho com o sedutor. Carlo, é o vilão da série, e será interpretado por Pierre Baitelli.
Além das protagonistas, os coadjuvantes merecem almas. Danielle Winits está ótima. É uma atriz dinâmica e divertida em cena. Tatyane Goulart convence na pele de Vanessa, a neta de Rejane que se envolve com um traficante (Fabrício Boliveira). Bruno Garcia e Daniele Valente, são ótimos parceiros de cena. Ângela Vieira, ótima como a lésbica Leila Fratelli. Isso sem contar Zezé Motta, Emiliano Queiroz, Monique Alfradique entre outros. Enfim, Cinquentinha é um ótimo pograma para seu fim de noite.

Adoro os Venenos Da Isabel - Viver A Vida




Isabel (Adriana Birolli) é a irmã que ninguém queria ter. Com suas supostas crises de sinceridade, ofende e machuca muitas vezes a quem está por perto. Quem sofre mais com os venenos da irm~é a boazinha Mia (Paloma Bernardi), que é motivo de chacota por ser virgem. Mas apesar disso, e contrariando a opinião da maioria, eu assumo que ADORO assistir as cenas de discussão com a filha problema de Marcos (José Mayer) e Tereza (Lília Cabral). Todos a julgam enciumada com o tratamento dado à Luciana (Alinne Moraes), ainda mais agora, que esta ficou paraplégica.






Mas nada do que Isabel diz é em vão. São sempre verdades que por mais que machuquem, são necessárias. As pessoas não curtem a personagem (ou pelo menos não assumem que gostam) por que a acham inconveniente e abusada. Adriana Birolli vem fazendo um excelente trabalho na novela de Manoel Carlos, e é para mim, a grande revelação do ano. Talentosa e bonita, espero que ela tenha uma bem sucedida carreira pela frente, a exemplo de outra atriz que interpretou uma garota-problema numa trama de Manoel Carlos: Regiane Alves (Ao lado, como a Dóris de Mulheres Apaixonadas).

quinta-feira

Oficinas de Teatro de Verão

A “Oficina de Teatro de Verão”, tem por finalidade desenvolver oficinas com pessoas sem experiência artística, desenvolvendo técnicas, noções básicas de palco, exercícios, pressão corporal e vocal, leituras de textos e desinibição. As aulas são realizadas de uma forma livre e dinâmica, tendo como principal objetivo levar aos alunos um conhecimento da dramaticidade teatral e das potencialidades seu próprio corpo.

Inform.: 71- 8873.3565/ 8137.0568

Entre 16 de Janeiro e 13 Fevereiro / 2010 (Sábados/5 semanas)

Ministradas por Fábio Tavares

Horário: das 9:00h. ás 13:00h. (20 h/aula)

Valor: R$ 100,00

ESCOMBROS


ESCOMBROS - Por Fábio Tavares

Ingressos destacados, poltronas aquecidas com as respectivas bundas. Nenhum ator Global, mas sim atores Dramáticos e Comediantes. Sim, algumas carinhas jovens e bonitinhas, mas nenhum modelo ou ator de Malhação... embora todos estejam com seus respectivos cérebros muito bem malhados (risos)



Todos estão aqui estão a oficio da arte e conscientes que vão emprestar o seu corpo aos símbolos mais representativos do Terceiro Mundo, ou seja: o imperialismo, as forças negras, o catolicismo popular, o militarismo revolucionário, o terrorismo urbano, a prostituição da alta burguesia, a rebelião das mulheres, as prostitutas que se transformam em santas, das santas em revolucionárias. Numa conturbada desintegração da seqüência narrativa, porém, sem a perda do discurso, em um Texto cheio de intransigência mas de temperamento apaixonado. Da platéia, as reações serão positivas e aparentemente liberais, até que uma atriz - uma louca!- começará a falar de incesto, apesar de ainda se divertir – chegando a aplaudir em cena aberta - o teatro vai mergulhará no mais absoluto silêncio pousando na loucura e no desespero, na crueza e nas mazelas sociais, e ainda assim, ouve-se risinhos. Como toda tortura tem seu fim, o momento tenso passa e a plateia volta a gargalhar. E Gargalham diante da sua própria realidade miserável e cruel. E gargalham a ponto de mostrar o céu da boca sem perceber que ali esta sendo exposto a Boca do inferno aonde a vida de todos se encontra.


Ao nosso público brasileiro tão carnavalizado, tão barroco, tão balanguandãs ofereçamos o deboche em cima dos debochados! Essas alfinetadas são constantes, e são feitas com a rara sensibilidade de provocar (e muito!) sem necessariamente agredir as pessoas que, queiram ou não, são forçadas a encarar diversos tabus extremamente fortes em nossa sociedade, pedofilia, heterossexualidade e homossexualidade, castidade, incesto… E assim, a arte terá cumprido o seu papel com grande sucesso: provocar de uma forma valente e lúcida. Neste caso, de forma primorosa, com humor e muita elegância.